domingo, 29 de agosto de 2010

Bullying - sinais de alarme e como gerir a situação?



Nos últimos anos, os meios de comunicação social têm vindo a chamar a atenção da opinião pública para a ocorrência de um fenómeno denominado bullying, o qual, infelizmente é uma realidade nas nossas escolas. Neste artigo procuramos alertar os nossos explicandos e os encarregados de educação para a importância de detectar e por fim a este tipo de situações nada fáceis de enfrentar pelos jovens alunos.



Bullying: podemos definir o bullying como qualquer acto violento, cometido intencional e repetidamente por um indivíduo ou grupo contra outro individuo isolado ou grupo, colocando a ou as vítimas numa posição de inferioridade e exercendo sobre as mesmas uma posição de poder intimidatório.



Exemplos de bullying: Violência física ( agressões); violência psicológica (excluir do trato social; ameaçar ou amedrontar, fazer troça de forma humilhante, por exemplo, evidenciando em público características físicas negativas como usar óculos ou ter excesso de peso); Cyberbullying ( uso de internet ou telemóveis para difamar ou ameaçar a vítima, revelar imagens ou situações embaraçosas para a vítima).



Sinais que podem indiciar uma situação de bullying: a ansiedade somatizada ( dores de cabeça, dores de barriga, vómitos, insónias ( se estes comportamentos se tornarem habituais, há que estar especialmente atento a uma eventual situação de bullying; tendência repetida e algo prolongada para o isolamento social e eventual rejeição de atender telefonemas; diminuição de auto-estima com elevado numero de faltas às aulas e evidente decréscimo nos resultados escolares; auto-agressão ( alguns jovens chegam mesmo a auto-mutilar-se cortando-se a si mesmos com X-actos ( há que estar atento a marcas corporais, e esta situação especial poderá também indiciar outros problemas como bulimia, logo que detectado deve ser pedido acompanhamento médico adequado, comportamentos agressivos em casa, para com familiares próximos ( irmãos, por exemplo).



Alguns conselhos para os pais: se notar algum comportamento estranho no seu filho, fale abertamente com ele e tente averiguar o que de passa. É normal que encontre resistência e negação do jovem em relação à sua suspeita, nesse caso, insista directamente ou através de outros familiares, amigos e vizinhos do seu filho.



Procure aconselhamento especializado adequado para o seu filho, se notar que este continua a apresentar comportamentos fora dos padrões habituais.



Tente obter informações junto de colegas e amigos do seu filho, e reúna com o Director de Turma, quando tiver reunido um número bastante de dados, comunicando a situação e pedindo a intervenção escolar.



Acima de tudo, evite confrontar directamente um agressor, lembre-se que este é também ele menor, se considerar que se trata de menor em risco, contacte a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens Local, e peça a intervenção da mesma!



Conselhos aos jovens: Sempre que suspeitarem estar a ser vitimas de bullying, não escondam a situação dos vossos pais, ainda que receiem confiar dados a professores.



Pede ajuda e fala abertamente com o teu encarregado de educação, evita andar sozinho no caminho para a escola e mesmo dentro do recinto da escola; evita transportar valores contigo, que possam suscitar a cobiça de tais bens; Tenta não revelar ao agressor que este consegue assustar-te. Acima de tudo denunciem situações que se passem convosco ou com colegas e amigos.



Nota: para a elaboração deste texto foi conmsultado artigo disponível na revista visão (site), respeitante à edição de 11 de Março de 2010.

1 comentário:

  1. Sem dúvida um fenómeno que requer novas abordagens, perguntas e respostas, sendo necessário reunir e integrar esforços para que as nossas crianças possam crescer e aprender saudavelmente. Cabe aos educadores e pais estar alerta e receberem a devida formação para este tipo de situações - e neste aspecto ainda há muito por fazer.

    ResponderEliminar